Era uma vez um DEADPOOL

Aqui estou eu de novo, dando mais uma chance para a única nerdice de anti-herói que me restava… e eu só queria que acabasse logo, pela pura repetição dos problemas que já relatei quando escrevi sobre Deadpool 2.

Nesta versão pra menores – que em muitos momentos parece se esquecer disso – ao menos o protagonista reconhece como é misógino ter a mulher como motivação. As melhores partes que não estavam no anterior são breves momentos de alívio (velhinhos do UP na capa).

Wade, que assim como eu perdeu muitas partes de Star Wars, tem falas soltas que gosto de colecionar – não tenho certeza se lembrava de todas:

– “Sua loucura bate com a minha” (em flashbacks);

– “Nunca mais vou dançar”, em homenagem póstuma ao George Michael;

– “Não sabia que desespero é uma cor”, sobre a paleta de cores da prisão.

No entanto, ele não me emociona mais nem a beira da morte (não é mais spoiler). “Colar o velcro” nos alimentos como piadinha com o casal lésbico, não rio desse tipo de coisa mais. Também me deixa mais perturbada do que divertida hoje em dia ao ouvir sarcasmos como “que monte de homens brancos nos quadros nas paredes, não trouxe meu apito anti estupro”.

O que me causou certa empatia ao (re)ver foi a pontinha flash do Brad Pitt, dos Mutantes ao fechar da porta, o ursinho da filha do Cable, que lembra de sua esposa morta de forma doce: “Ela filtrava a dor com o humor”.

Ainda bem que passaram umas cenas adiante com o controle remoto. Só valeu a pena ficar até depois dos pós-créditos pela homenagem fofa ao Stan Lee.

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