COLOSSAL

Em Colossal, Nacho Vigalondo criou uma heroína anônima, moderna, com constante look amanhecido e roupas normais: desempregada e alcoólatra, Gloria (Anne Hathaway – nunca esteve tão bem em cena), expulsa do apartamento em Nova York, é obrigada a voltar para sua cidade natal. 

Apesar das comparações com Godzilla (2014), a produção é muito criativa, desde a inesperada primeira cena com uma Barbie no meio da grama – que apenas a princípio parece desconexa. Um filme em que o gigante monstro (materializado em Seoul) não necessariamente é o antagonista.

Com um namorado tão insignificante que é esquecido sozinho no Skype e um “amigo de infância” que se aproveita da amnésia alcoólica da moça, os personagens masculinos logo se tornam irritantes. Mas podemos extrair válidos ensinamentos aqui, como procurar manter-se minimamente atualizado sobre notícias globais e ter a consciência de que nossos atos interferem do outro lado do mundo. Além da percepção de que uma cerveja é mesmo coisa do demônio pode ser um gatilho para algo que anda muito errado, e lembrar que feridas mal resolvidas na infância geram consequências colossais no futuro, muito além de histórias de bar.

 Destaque para a bem escolhida “Lady with the Braid”, de Dory Previn.

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