A CHEGADA: Um sci-fi para recordar

– É o que se faz em um prefácio: “Impressione com fundamentos”….
– Mas isso não é verdade!

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Disponho de pouquíssimo tempo para escrever sobre A Chegada, mas não posso nem quero deixar de fazê-lo.

Tive uma intuição, ao olhar as fotos de divulgação do filme, de que deveria me dirigir à cabine, mesmo atolada de compromissos como ando. Mal dormi, pulei da cama e lá estava eu, desperta, prestes a assistir de bom grado a uma ficção científica, gênero com o qual mais tenho restrições. Apesar de até me interessar pela ideia de viagem no tempo (principalmente para o passado) e  de não ter nada contra vidas não-humanas (muito pelo contrário), nunca entendi a fascinação por certos ETs… até agora! A representação (“aracnídea” de novo, não importa) e a abordagem faz toda a diferença mesmo… Ainda mais em um filme cujas bases estão em estudos de linguagens (sou de humanas!).

“Delleneuve” enfim aprendeu a me emocionar. Homem Duplicado me irritou profundamente, a ponto de merecer ser notado justamente por isso, Sicario não me impactou em nada, mas agora… ele me deixou até bamba saindo da sessão, desidratada e tremendo igual Amy Adams em determinado momento… (Paguei língua bonito!) Só tive forças pra falar vários #C@raL*%#!!” e mandar mensagens chamando o povo pra uma “caravana” #ARRIVAL no cinema mais próximo nessa quinta-feira (mal posso esperar). Passado o choque, fica uma sensação maravilhosa de ter superpoderes, apesar dos pesares inevitáveis da existência. Virei tão tiete do filme que já estou planejando uma tatuagem temática…

Sem poder falar muito ainda… Só pra dar noção do magnânimo início, a partir de um movimento superior da câmera sob uma massa preta (que logo terá sua versão galáctica-monolítica-anatômica-modernete) sobe uma comovente trilha sonora e é traçado desde então um paralelo com a “nave” habitada pela protagonista e suas enormes taças de vinho. Desde então é questionada a sutileza da memória, a tênue fronteira entre verdades científicas, espaços temporais e a suposta linearidade da história pessoal. Aos poucos percebemos que mesmo eficaz nesse sentido, o objetivo da introdução familiar não é apenas para criar empatia pela personagem…

Entre insights muito precisos, a Dra. Louise Banks conduz a missão com confiança, apesar da vulnerabilidade que ela não está errada em não esconder. Abbott e Costello (criaturas adoráveis) se conectam a ela, pois o tempo se dá de forma diferente para eles também. Fica a lição impressa nas células: devemos confiar em nossa capacidade de comunicação e interpretação dos sinais, mas sobretudo, em nossos instintos.

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