Pets – A Vida Secreta dos Bichos

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Pets – A Vida Secreta dos Bichos não decepcionou em nada minhas expectativas altíssimas pela animação… a não ser pelo fato de que, bem… eu dormi um pouquinho!* 😄

A partir da panorâmica da Estátua da Liberdade, das pontes e dos belos jardins coloridos e ornamentados (que dispensariam a trilha óbvia “Welcome to New York”), somos convidados por Max, o simpático cãozinho protagonista, a contemplar sua bela cidade… Entre as janelas indiscretas de um prédio, e mais tarde no submundo fétido do esgoto (ainda bem que cinema – ainda – não tem cheiro!) conhecemos figuras como Leonardo, um poodle metaleiro que faz a festa na ausência do dono sofisticado fã de música clássica; um felino junky pivete (tão magrelo que é quase 2D); um estiloso porco tatuado e com piercing; um calopsita love bird cujo dono tem na parede um pôster de Os Pássaros, do Hitchcook e por aí vai…

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Apesar do clichê da carrocinha e das rixas que depois se transformam em amizade, temos frames memoráveis, como o dramalhão da caricata novela mexicana com ares de A Usurpadora, assistida pela romântica cadelinha (que mais parece uma gatinha fofa). Outras referências também são notáveis, como os toques de Revolução dos Bichos e Quanto Mais Idiota Melhor (com direito a Dana Carvey, o Garth, entre os dubladores). Pena que não aproveitaram mais nesse sentido os momentos na fábrica de salsicha… Depois de tamanha explosão de fofura, fica claro quem, mesmo babando e comendo seus sapatos, será sempre o melhor cãopanheiro que alguém pode querer!

Resta ficar de olho nos detalhes da produção ao final – como ensina Sabrina para o filho Rafa “ver quem fez o filme pra você”, e nesse caso, diferente da maioria massiva das animações, os créditos são adultos e minimalistas – até que uma voz canina autoriza: “agora pode ir embora pra casa!”

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*Tal deslize pode ser facilmente explicado. Quem escuta os Podcasts do Cinema em Cena, dos quais participo desde 2014, pode ter uma vaga recordação de meu comportamento atípico diante da tela: fico ligadona em filmes mais contemplativos e capoto involuntariamente em algumas cenas de ação – ou especialmente de aventura – mais intensas (com exceção do magnânimo Mad Max – Estrada da Fúria, é claro).

P.S: O curta Minions Jardineiros (Mower Minions), exibido no início da sessão, funcionaria muito melhor em versão muda!

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