NERVE

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Cheguei atrasada na cabine de imprensa de NERVE: Um Jogo Sem Regras – estreia dia 25/08 – em um ponto da trama que certamente me poupou de muitos mimimis adolescentes (nada contra, só passei dessa fase…) e partiu para o que interessa na produção:  depois de enfrentar algum bullying, a estudante do Ensino Médio Vee (Emma Roberts) escolhe ser uma jogadora e não uma observadora.

Enquanto ainda carregava a tiracolo o melhor amigo frequentador da “dark web” Tommy (Miles Heizer), o outro gamer Ian (Dave Franco) é apresentado da melhor forma possível, com o romance Ao Farol (memorize o título para surpresas que virão logo adiante), de Virginia Woolf, em mãos, cuidadosamente tampando o belo rosto, sendo o livro um sinal de identificação de uma irmandade secreta – como citado em A Insustentável Leveza do Ser.

A colega japinha fofa é ninguém menos que Kimiko Glenn (de Orange Is the New Black) e a emoção é maior ainda quando aparece na tela – a minha, a sua, a nossa amada Poussey! – ou melhor Haker Kween (Samira Wiley). A mãe de Vee é uma enfermeira interpretada pela diva Juliette Lewis (mais um atrativo!). Por trabalhar em plantões noturnos, ela não tem como controlar a cria, que parte em uma aventura quase tão excitante e insana quanto o excelente plano sequência alemão Victoria, de Sebastian Schipper.

O barraco sensacionalista com a bff Sydney (Emily Meade), sempre condenada por seu comportamento devasso-libertino, demonstra uma falta de sororidade muito fora de moda nos dias de hoje. Chamado Mad Max pelo visual anárquico, o vilanesco Ty (Machine Gun Kelly) é rei dos momentos constrangedores, especialmente quando é obrigado a se retirar de cena fazendo piadinhas sem graça.

Nada revolucionária a história escrita por Jeanne Ryan e roteirizada por Jessica Sharzer (O Silêncio de Melinda), mas o longa de Henry Joost e Ariel Schulman (Atividade Paranormal 3) soube dosar adrenalina, romance… e muito brilho, seja nos ambientes badalados da cidade, no vestido verde de festa que a mocinha espirituosamente veste com tênis, ou nas rodas azuladas da moto… sorry, tengo un fraco por luzes neon! 😁

A heroína satisfaz nossos compulsivos desejos voyeurísticos, mas também problematiza os limites e ironiza até que ponto os anônimos podem ficar confortáveis atrás de máscaras, cúmplices do que afeta a privacidade e até mesmo a integridade física dos personagens de carne e osso dessa bizarra e verossímil realidade virtual.

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