O garoto (que deveria ficar) na casa ao lado

Desta vez eu não vou indicar, vou destruir um filme. Fiquei contente em poder colocar essa maravilha na minha lista de… piores do ano!

“The girl next door” é com certeza um título bem “rodado”: Além do mais famoso Um Show de Vizinha (2004), tem outro de 1953, terror, pornô, séries de TV, curtas… O “boy” next door trata-se do parrudinho inútil Ryan Guzman, cuja “performance” merecia o Framboesa de Ouro de Pior Psicopata da História do Cinema. O único atrativo elaborado para esse cruel assassino sanguinário coxinha são os braços suados (blerg!) que exibe na camisa rasgada enquanto mexe num capô de carro (socorro Paulão da Regulagem!). Afinal, ele é só um voyeurista barato, tarado pela vizinha professora (MILF?) ou um misógino FDP?

O que importa mesmo aqui é a “garota”, ou melhor, a distinta senhora J.LO, que só consegue ser sexy quando completamente vulgar. Além de claramente beber sangue de inocentes e dormir no formol, eu vejo Jennifer Lopez como uma espécie de (a)versão feminina do Will Smith, pois ainda merece um certo respeito. Afinal, não saiu da minha cabeça até hoje o hit de 1999 “If you had my love” e a atuação genuinamente bela no meu amado – e aparentemente detestado por todos – A Cela (2000).

O suspense – neste caso é importante definir o gênero, pra despistar uma coisa mal feita em todos os sentidos que não se preza nem a trash, muito menos a clean pornochanchada – conta com John Corbett (triste, fez Sex and the City) e ainda Kristin Chenoweth (Barbie da terceira idade saindo de uma máquina de autobronzeamento com a boca besuntada depois de comer uma coxa de frango). Terrível. O ator menos sofrível é o tal do Ian Nelson (mini Liam Neeson?) que parece que se forçar menos a barra pode virar alguém nas telas. Aliás, que subtrama teen dispensável, aff! Até o bulling consegue ser tão anacrônico, típico filme de Tela Quente… nos anos 90! E depois que finalmente vemos cenas dignas de Cine Privê, o instinto da mocinha passa a funcionar de repente, pulando três metros pra trás a cada piscar de olhos do garanhão, sem o menor indício de PERIGO.

Nem precisava, mas vou falar que essa atrocidade merecia o troféu de diálogos mais bossais e sem razão de terem sido pensados, escritos (ops, escrotos), muito menos ensaiados por alguém e facilmente superáveis em conteúdo por aqueles filmes didáticos de cursos preparatórios de língua inglesa. Pobres alunos dessa professora de literatura clássica (rárárá!) que pensa estar ganhando uma raríssima primeira edição de Homero (com 3.000 anos?) e cita J. K. Rowling! Entre outros desleixos, é possível ver a tela inicial gigante do celular dela durante uma chamada de emergência! E afinal, porque diabos ela entregou o filho pra garotinha dos sonhos no baile da escola? E quem iria desentupir a pia de um banheiro imundo de escola, só pra depois poder LAVAR as mãos? Não adianta J.Lo, nem uma generosa taça de vinho no fim do dia vai te livrar dessas gafes. Um filme tão patético que nem me importo em ter usado uma ironia mal dosada e uma pilha de clichês nesse post. Como J.Lo, me recuso a tirar o lixo do set.

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